.' e terminava mais uma noite. Eu suspirava de desespero e me perguntava a mesma coisa: será que é isso mesmo? - uma procura insuficiente de um bastante que nunca existiu. Queria me sentir exausta de amor, mas não. Parecia mais cansada de amar. E eu até queria não ter nada agora, talvez assim eu realmente tivesse algum motivo para reclamar. Caminhei um pedaço sozinha e senti um ódio imenso de mim mesma, das vendas que cobriam os meus olhos, dos disfarces que eu criava de felicidade. E eu fechei os olhos e agradeci pelo simples fato de viver, de ser perfeita, e eu tentei mais uma vez me convencer que eu tinha tudo o que era necessário para ser feliz, e mais uma vez eu me perguntei, será que é isso mesmo?

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