sábado, 30 de outubro de 2010

solidão'



"Eu estava a ponto de sentar numa daquelas calçadas tortas,(...)
enterrar a cabeça nas mãos e chorar e chorar pelo tempo perdido,
pela falta de sentido, pela minha derrota."
(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

te-quero'

‘eu sei é um doce te amar, o amargo é querer-te para mim''

..'odeio quando as circunstâncias me impedem de estar ao seu lado’

mesma '

''A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu.Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas, mas não posso explicar a mim mesma"


falta'

Às vezes sinto falta de mim.
-Eu também, menina.
-Sente falta de si?
-Não, de você. E dói.
[Silêncio]
-Me abraça?
-Sempre." 
(Caio Fernando Abreu)  

uma paixão'

"Eu poderia ter o mesmo pai, a mesma mãe, ter frequentado o mesmo colégio e tido os mesmo professores, e seria uma pessoa completamente diferente do que sou se não tivesse lido o que eu li. Foram os livros que me deram consciência da amplitude dos sentimentos. Foram os livros que me justificaram como ser humano. Foram os livros que destruíram um a um meus preconceitos. Foram os livros que me deram vontade de viajar. Foram os livros que me tornaram mais tolerante com as diferenças." (Martha Medeiros)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

dragões'

'Temo que seja outra vez aquela coisa piedosa, faminta, as pequenas-esperanças, mas quando desvio meu olho do teu, dentro de mim guardo sempre teu rosto e sei que por escolha impossível recuar para não ir até o fim e o fundo disso que nunca vivi antes e talvez tenha inventado apenas para me distrair nesses dias onde aparentemente nada acontece…' (Os dragões não conhecem o paraíso - Caio Fernando Abreu)

me'

'essa monotonia que me irrita.'



.sou sua mas não posso ser
sou seu mas ninguém pode saber
amor eu te proíbo
de não me querer.

(Nos seus olhos- Nando Reis)

amor simples'



'Sem mais nem menos,sem remédio,  sem desculpa...em horas tortas horas tímidas, ocultas... pelas esquinas de olhares indiscretos... O nosso amor amor claro de objeto... Sem dor ou crime  amor simples e direto...


''e eu sei que aí dentro ainda vive um espaço só meu.
 E mesmo sentindo ódio, raiva desmedida,
eu digo, digo quando te vejo, eu te amo viu'


  digo o que fazer então, são memórias tão reais,  do que nunca aconteceu... Desenhei miragens tolas nas margens do seu deserto e uma verdade impossível
Só pra ter você por perto...
(Fotos na estante- Skank)





duni'

ESPERANÇA.



PACIÊNCIA.


PERSEVERANÇA.

FÉ.


. mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, a vida não para.’



-


Saudade de quando veneravam minha inteligência,
 ao em vez do meu coração. '

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

açúcar'



'Desiste dessa frieza menina. Esse gelo no coração só te afasta do mundo. Entenda os erros alheios, e pare, desista de defender suas idéias com tanto exagero, com tanta vontade. Aceite. Aceite a situação, a opinião, o ponto de vista. Aceite. Aceite que o mundo nem sempre é justo, mas que de nada vale se fechar de tudo, e ignorar que tem amor.  Você tem coração menina, se agarre nele e no que ele pode. Lembre-se que nele existe espaço para tudo, pode até caber um pouquinho de arrogância. Mas uma menina sem doçura, não é uma menina. Cubra-se de açúcar e se dê o direito de sorrir .'

memórias '

. e o que eu posso fazer se até a torneira do supermercado me lembra você?


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

menino'




“Menino, menino, tenho uma ternura
enorme por você - e para mim é
muito difícil isolar
essa ternura da razão.”
(Caio Fernando Abreu.)

aconteceu'

“Eu estou vivendo uma coisa muito boa. Aquela coisa que a gente suspeita que nunca vai acontecer. Aconteceu.” (Caio Fernando Abreu)




... aconteceu que meu coração bate novamente, feliz, as vezes descompassado. E mesmo cheio de incertezas ele acredita de novo. Acredita no amor, em mudanças, acredita que pode ser cada vez maior e cada vez mais intenso. Já não importa mais o amanhã, importa o agora. Estou vivendo realmente o momento, e seja lá como for, o principal já está sendo: o meu coração anda recheado de amor.'

bonitos'

“Eram bonitos juntos, diziam as moças. Um doce de olhar. Sem terem exatamente consciência disso, quando juntos os dois aprumavam ainda mais o porte e, por assim dizer, quase cintilavam, o bonito de dentro de um estimulando o bonito de fora do outro, e vice-versa. Como se houvesse entre aqueles dois, uma estranha e secreta harmonia.” ( Caio Fernando Abreu. )



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

I'll follow you into the dark'.

.'The time for sleep is now
 there's nothing to cry about
cause we'll hold each other soon
in the blackest of rooms.
If heaven and hell decide
that they both are satisfied
iluminate the no's on their vacancy signs
if there's no one beside you.
When your soul embarks
then I'll follow you into the dark
then I'll follow you into the dark'.



A hora para dormir é agora
não tem porque chorar
pois nós vamos nos abraçar em breve
no mais negro dos quartos
Se o céu e o inferno decidirem
que eles dois estão satisfeitos
ilumine os nãos em suas placas de "há vagas"
Se não houver ninguém do seu lado
quando sua alma embarcar
então eu vou seguir você até a escuridão
então eu vou seguir você até a escuridão'.
(I'll follow you into the dark'. - Death Cab for Cutie)

sol'

 “Amor é palavra que inventamos para dar nome ao Sol abstrato em torno do qual giram nossos pequeninos egos ofuscados, entontecidos, ritmados.”
- Caio Fernando Abreu.



-








“Amar talvez seja isso: descobrir o que o outro fala mesmo quando ele não diz.”

- Pe. Fábio de Melo.

medo.'

“Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.”

(Fabrício Carpinejar.)

domingo, 3 de outubro de 2010

fragmentos'

'. te ver quando é improvável torna-se ainda mais gostoso. .. eu fico aqui, desde que você, fique o dia todo ao meu lado..' e bastou isso.                                 Foi doce.
vamos..'
 Ei, não se preocupe, eu estou aqui.'




..'rapte-me camaleoa
adapte-me a uma cama boa
capte-me uma mensagem à toa
de um quasar pulsando lôa
interestelar canoa...'
(Rapte-me, camaleoa - Caetano e Maria Gadu) 

sábado, 2 de outubro de 2010

escolhas.'




' Olha aqui. Eu sempre gostei dos começos. Os meios me enjoavam, a monotonia, a rotina. Minha organização detesta os meios. Gosto dos começos alegres, das surpresas, do amar mais, da descoberta. Quando tudo é igual, eu me sinto sufocada. Gosto das mudanças de estações, e gosto das mudanças pessoais. Mesmice não é comigo. E eu só te escolhi, porque no começo era diferente, entende. O feeling, o frenesi, a saudade. Eu te escolhi porque me amava mais. Eu detesto amar mais, e o pior que eu sempre caio nessa. Mas veja bem, você pode voltar a ser o que era. Me surpreende vai. Me mande flores de manhã, serenatas, me leve para ver o pôr do sol sentada em uma pedra. Vem, não me deixe aqui nessa ânsia chata de novidade. Cubra-me com um cobertor diferente, me mande uma cesta de café, me acorde no meio da noite só para dizer:  não é por nada não, mas eu amo você, muito mais do que você me ama... e eu quero, e preciso ficar com você por toda eternidade... durma bem minha linda, amanhã será um outro dia... É só isso que eu ando precisando ouvir, mais nada.'

noite'


.' e esta noite eu dormi o silêncio. e mais uma vez eu me perguntei se era realmente isso que eu queria para mim. eu pedi a Deus que me mostrasse o caminho certo, que não me permitisse cometer os erros que eu já cometera tantas vezes. Eu senti medo de mim. Lembrei de como era estranho. As pessoas até eram boas, mas depois de um tempo ao meu lado, elas se transformavam em monstros que eu  mesma criava. O que era quente, convertia-se em frio intenso. E novamente eu senti muito, muito medo de mim. Das minhas entregas desmedidas, do meu amor incontrolável, do meu mimo, do meu excesso de atenção. Eu até tentei entender as pessoas, mas juro que mais uma vez, eu não consegui. '

vontades'

Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.(Caio Fernando Abreu)