.' e já não deve-se mais contar os passos intermináveis entre um caminho e outro. Olha-se para trás e percebe-se que o crescimento tem sido tão retrógrado e que as maiorias das coisas que aprendeu ontem, hoje te servem, mas nunca com a mesma intensidade. Observam-se as nuvens com a coloração tão marcante e tenta achar anjos negros que um dia conseguiu ver entre elas. E continua gostando muito mais do pôr do sol, do que do nascer, do alívio de poder dizer menos um dia. E foca-se nas coisas que passam nas luzes dos semáforos, na noite que cai, nas estrelas solitárias. Nos pesadelos noturnos, na raiva incontida, e segue-se. Segue-se por que se vive, porque é tão preciso continuar, é tão preciso respirar, abrir os olhos, sair da postura flexora, e andar, caminhar. É tão preciso ver, é tão preciso sentir.'

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