quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010


... queria poder sumir logo. Sem deixar vestígios mesmo. Não suporto mais escutar de todos os lados ameaças de todas as formas e contextos. De novo me pedem para escolher, eu não suporto escolher, eu não sei escolher. Será que é muito dificil entender isso?! Eu não quero nada mesmo, eu não quero ninguém, quero poder abraçar a solidão absoluta e poder dizer que pelo menos nesse instante, embora ninguém precise de mim, eu preciso sim de muita gente. E cada dia que passa viver se torna mais insuportável, ainda não me concederam a liberdade de seguir um caminho que é meu por direito, me apertam, sufocam, e se quer percebem o meu desespero de não poder fazer o que para mim seria lógico. Eu ainda não sei o que eu quero, mas queria pelo menos poder respirar em paz. Queria uma força, uma coragem que nunca existiram em mim e que meu corpo pede que chegue. Queria mais soluções do que problemas. Queria que não jogassem na minha cara a minha infantilidade, a minha fragilidade. Queria que me tratassem como o ser humano que sou, normal, com desejos e vontades. Queria que controlassem menos minha alma e queria que cada um que me pertuba tivesse menos poder sobre mim. Queria que meu coração odiasse menos os outros, e queria saber o que fazer com essa dor chata que sinto em saber  que mesmo que  faça tudo, tudo que posso, não consigo agradar ninguém e tudo que  faço é insastifeito demais, é pouco. É pouco para os outros, para mim é muito, muito mesmo. Eu nunca soube falar nada, para mim sempre foi mais simples abaixar a cabeça e concordar com tudo que dizem, nunca tive argumentos bastante óbvios para poder pelo menos discutir. Não me ensinaram a lutar, e agora simplismente, me pedem que eu lute. '

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