
Estava voltando hoje de Goiânia( eu vivo dentro de ônibus, pode acreditar!), quando me deparei com uma cena tão bonitinha. No vai e vem do Eixo Anhaguera entra um homem, todo sujo, era visivel que ele a séculos não sabia o que era água, o cabelo todo desgrenhado, roupa suja, chinelo nos pés tão sujos quanto o cabelo. Ele sentou bem perto de mim. A principio senti um cheiro estranho de cola, minha consciência me deu um beliscão: " Larga de ser preconceituosa". Foi então que reparei que ele carregava uma caixinha. De dentro da caixinha subia uma cabecinha pequena, que ele tentava esconder mas não conseguia. Era um cachorrinho, filhote de mais ou menos um mês, tão sujo quanto o dono, ele parecia tanto com o dono que fiquei impressionada. Tinha uma fitinha bem velha no pescoço, e a cabecinha ficava olhando a rua. Parei de reparar um pouco. Algum tempo depois fui observar novamente os dois. O cachorrinho dormia tranquilo na caixinha, e o dono também dormia tranquilamente, como se só os dois se bastassem naquele momento. E é ai que eu percebo que para ser feliz é preciso de tão pouco, e percebo que posso muito bem agradecer, porque tenho o pouco que eu preciso, e esse pouco, acredite, é bem suficiente.
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